Radiofrequência microagulhada, você já ouviu falar deste novo tratamento?

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Beleza e Saúde
Novembro 02.2016

 

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Radiofrequência microagulhada. Pequenas agulhas penetram na pele e liberam a radiofrequência nas camadas mais profundas da pele.

 

A radiofrequência microagulhada utiliza duas tecnologias já consagradas na dermatologia: a radiofrequência e o microagulhamento.  A novidade é que em um única sessão podemos nos beneficiar destas duas tecnologias que causam rejuvenescimento e renovação celular de forma simultânea. Este recurso utiliza agulhas finíssimas, banhadas a ouro e estéreis, de uso único, para a segurança dos pacientes. Estas microagulhas perfuram as camadas superiores da pele chegando até a derme. A partir daí, é disparada a radiofrequência,  exatamente no ponto onde se encontram os fibroblastos, que são as células produtoras do colágeno. O microagulhamento atua desencadeando a formação de novas células na pele  e  a radiofrequência estimula a produção de novas fibras de colágeno. No final de algumas semanas a pele se torna mais firme e com menos rugas. Muitas vezes utilizamos esses pequenos canais formados durante o microagulhamento para potencializar a entrada nas camadas mais profundas da pele, de substâncias com ação clareadora ou  rejuvenescedora, a depender da necessidade do paciente (drug delivery). Por ser um tratamento versátil, a radiofrequência microagulhada  pode ser utilizada em casos de rejuvenescimento, em tratamentos para clareamento de manchas, em tratamentos para estrias e até mesmo para casos de queda de cabelos. Este é um  tratamento  seguro que  pode ser utilizado  inclusive em pacientes com peles bronzeadas ou morenas. Ele  é contra indicado se houver algum ferimento ou infecção no local da aplicação e não deve ser utilizados em gestantes e em pacientes com tendência a cicatrizes elevadas ou queloides. Apesar do microagulhamento sugerir algo sofrido ou dolorido, o incômodo é discreto e o paciente não precisa se  afastar de suas atividades no período pós procedimento.

 

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Comparação entre o tratamento de laser ablativo (a esquerda ) com a radiofrequência microagulhada (a direita)

 

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Cristiana Silveira

Autor: Cristiana Silveira

Dra. Cristiana Silveira, Médica Dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia (AAD). É Mestre em Dermatologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). CRM 14456/ RQE 5895

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